Ele irá

Eu Irei
Quando o sol, expungindo o derradeiro poente,
abismar-se na sombra, além das cordilheiras,
e o rio, quebrantado o impulso da corrente,
inerte lago vier deitar-se às ribanceiras…

Quando, do meu destino as asas agoureiras
passarem sobre a verga, em rumo diferente,
eu irei… Mas irei, ó negras mensageiras,
nem mais entristecido e nem menos contente.

Há de haver, para lá do espaço circunscrito,
um porto e, de algum modo, a esteira de uma ponte
ideal entreligando os sonhos em conflito,

refúgio onde talvez um novo sol desponte
e o espírito contemple o azul de outro horizonte,
ao longo da amurada extrema do infinito.

João Bastos Vieira, poeta espírito-santense. 

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Esta entrada foi publicada em 10/09pmWed, 19 Sep 2012 22:57:11 +0000/2012 às 10:57 PM e está arquivada sob Sem categoria. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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