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Recosto a cabeça sobre o banco do carro. A paisagem passa – primeiro verde, depois avermelhada, e finalmente cinza. Não me preocupo com o cabelo, ou com o vento. Faço planos. Planos, aventuras, juras, promessas, dessas que um dia acontecerão. Figuro tudo mentalmente. Escrevo na caligrafia dos pensamentos as frases de planos sobre a folha dos sonhos. Escrevo em um tempo verbal que me incomoda ler.

Deixo a mente vaguear acrescentando as últimas notas de rodapé, e volto à paisagem. A estrada passa, rapidamente. Sabe-se aonde quer chegar, toma-se o caminho – mas é como se estivesse sendo falho. A paisagem passa, prova de que caminhamos – mas é como se faltasse alguém pra declarar “Está já tomado. É o caminho certo.”.

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Esta entrada foi publicada em 10/09pmWed, 26 Sep 2012 21:57:28 +0000/2012 às 9:57 PM e está arquivada sob Sem categoria. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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