In memorian

Eram o cheiro da fumaça e o murmúrio da manhã os despertadores, acordando-nos de um sono não tão tranquilo, numeroso em tosses e apneias. Do gemido assoviado num crescendo até o assovio gemido, em uma faceta a dentadura já não permitia ao silvo marcar a melodia, enquanto na outra a falta de dentes fazia o ar passar sem barulho. O zunir distante de um utilitário antes desconhecido despertava a curiosidade, e então mais um e mais outro. Um pente colorido estático no criado, acompanhado por uma criada animada com a ideia de usá-lo, deitar as diferentes matizes de cores no branco do cabelo, e – que coisa engraçada! – no bigode. E do bigode ver o riso, e rir-se junto, e sentar ao colo e discutir. Aprender meu melhor ouvindo dos tons o pior. Debater e aprender sobre tudo: um tudo que hoje passa de lembrança, aquele que meu simbolismo transformou em história. Afinal, é tudo uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo.

Repentinamente todos tocam no assunto. Tema que eu adequaria ao dia, não fosse o tanto quanto isso é mais vida que morte.

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Esta entrada foi publicada em 10/10pmTue, 02 Oct 2012 22:04:59 +0000/2012 às 10:04 PM e está arquivada sob Sem categoria. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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